É engraçado, como as pessoas se engrandecem tanto por uma profissão ou uma faculdade, e quando acontece alguma tragédia, se colocam em seus devidos lugares, como uma reflexão ou um choque de realidade.
"Não somos nada". É muito fácil escutar isso de até mesmo bocas milionárias quando ficam expostos à ocorridos fatais, os quais evidenciam com clareza que não somos nada mesmo.
É triste, pois para perceberem isso é preciso a ocorrência de tragédias.
É triste, pois para perceberem isso é preciso a ocorrência de tragédias.
Não somos nada em momento algum, nem mesmo quando estamos no nosso auge particular, não somos nada. Somos apenas meros organismos andando em círculos esperando a morte chegar, ela pode chegar na década que vem, no ano que vem, amanhã ou hoje a noite. A vida pura, sem o toque humano é espetacular, mas muitos precisaram ficar a beira da morte para um dia observarem com mais delicadeza e tempo o pôr-do-sol.
Tendo o acidente triste com o time Chapecoense como exemplo: No momento de turbulência do avião, não existiam troféus, carros, roupas e nem nada material. O que restaram foram as sementes familiares, as vivências, as conquistas psicológicas, os sorrisos, as derrotas que fizeram crescer, o pôr-do-sol e os abraços de amor.
Não somos nada, a vida é aquele segundo de loucura, aquele suspiro de desinformação, o pisar num chão sem saber se ele é firme... A fila de espera para a morte, onde ninguém sabe a ordem de chamada.
Não somos nada, e não deveríamos precisar ver tragédias para nos conscientizar disso.
Não somos nada, e não deveríamos precisar ver tragédias para nos conscientizar disso.
- Juliane França.
